Jerry Mander – Argumentos para a eliminação da televisão
Publicado: Fevereiro 20, 2012 Filed under: Comunicação, Meios de comunicação, Sociedade, Tecnologia | Tags: Comunicação, Meios de comunicação, Sociedade, Tecnologia Deixe um comentário »Deixem a vossa opinião nos Comentários. Bem haja!
“Uma imagem vale mais que mil palavras. Mas…”
Publicado: Fevereiro 16, 2012 Filed under: Filosofia do Design, Informação, Mitos, Semiótica | Tags: Filosofia do Design, Informação, Mitos, Semiótica Deixe um comentário »Uma das ideias recorrentes da nossa cultura é a ideia traduzida na proposição de que ‘Uma imagem vale mais que mil palavras‘. Esta ideia representa um determinado ponto de vista sobre a centralidade na dimensão visual em detrimento de outras dimensões.
Concordo que, no visionamento de uma imagem, o cérebro tenha capacidade de processar e extrair múltiplas informações em tempo real (= em simultaneidade), e que uma pessoa treinada em hermenêutica da imagem, retire mais informação que dela aparece com alguma validade semiótica.
Todavia a expressão permanece incompleta se apenas admitirmos esta dimensão visual em detrimento de outras. Esta experiência promove uma ilusão, um mito recorrente, que depois contamina o tecido social psíquico i.e., o tecido da comunicação. Esta contaminação pode expressar-se na seguinte proposição ‘o que não se vê (o que não tem imagem) não vale mais mil palavras’, i.e., não ‘existe’. E não é preciso ser-se muito inteligente para se ver isso a acontecer.
Que podemos aceitar que ‘Uma imagem vale mais que mil palavras’ aparece como aceitável, contudo esta encontra-se incompleta. Falta metade. E esta metade que falta exprime-se na seguinte proposição ‘ e uma palavra vale mais que mil imagens’. Assim a proposição completa exprime-se da seguinte maneira ‘Uma imagem vale mais que mil palavras e uma palavra vale mais que mil imagens’. Esta proposição não é nada de extraordinário. Esta ideia faz parte de quem a ouve desde sempre. Apenas ficou invisível quando se adoptou, apenas e tão só, o paradigma da cognição pela imagem. E é realmente delicioso observar os olhos de uma pessoa a arregalar-se e a brilharem simultaneamente, quando apresento esta nova proposição. É realmente extraordinário. Parece que começam a ‘ver’ um mundo novo. ‘Literalmente!’
A partir daqui, todo um trabalho de expansão do novo paradigma se pode fazer, adicionando à proposição dimensões que sempre estiveram ‘aqui’, mas sem oportunidade de se mostrarem. Por exemplo, podemos recombinar a proposição de várias formas: ‘uma melodia vale mais que mil imagens, do que mil palavras, do que mil gestos, etc.…’.
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Joe Sabia: A Tecnologia para contar histórias
Publicado: Fevereiro 9, 2012 Filed under: criatividade, Ipad 2, TED Talks | Tags: criatividade, Ipad 2, TED Talks Deixe um comentário »Brilhante!
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A distinção entre Criação e Criatividade
Publicado: Fevereiro 7, 2012 Filed under: Criação, criatividade, Design, Filosofia, Filosofia do Design, Transformação | Tags: Criação, criatividade, Design, Filosofia, Filosofia do Design, Transformação Deixe um comentário »
Nos últimos dias tenho sido confrontado com o desafio de responder a uma longa discussão entre o chamado pensamento normal e o pensamento criativo. Mais especificamente, sobre a geração da criatividade.
Eu venho de uma área onde se espera que exista criatividade, onde se espera que uma pessoa seja criativa. Ser-se igual é um defeito, uma anomalia a ser eliminada. Existe mesmo um bloqueio emocional a ser-se igual. É preciso ser-se diferente, único, original, criativo!
Em tese, a proposição aparece como interessante. Sim, precisamos de ser criativos, e a criatividade falta como notas e moedas de Euros nos bolsos dos portugueses.
Contudo é o meu ponto de vista que a discussão começa mal logo de início
Não percebo qual é o problema de se ser igual aos outros, quando tal possa ser relevante. Não percebo mesmo. Mas para quem quer ser criativo, isto é uma blasfémia. É preciso ver uma coisa que nunca ninguém viu, e apresentá-la ao mundo como conquista triunfal. Isto é ingénuo. Ingénuo por que o critério para quem quer ser criativo, baseia-se no próprio acto de normalidade. E ter este critério como o único critério, não leva as pessoas muito longe. Infelizmente.
Para se perceber esta noção de pensamento criativo, temos de fazer a distinção entre CRIAÇÃO e CRIATIVIDADE. E embora seja difícil explicar esta distinção meramente por palavras, ela é necessária se a pessoa deseja expandir o seu, e de outros, conjunto de possibilidades.
A CRIATIVIDADE é uma propriedade a um dado conjunto de ‘coisas’ criativas. Em si não apresenta nada criativo, mas sim algo que é já criativo. Ora se é criativo, a criatividade é apenas uma descrição desse estado de coisas. Mas para se fazer esta distinção, precisamos sim do diferencial normalidade|criatividade. Mas apenas e tão só a jeito de descrição.
O verdadeiro ‘local’ aonde temos de focar a nossa atenção é para a CRIAÇÃO. A Criação é um espaço de onde nasce as possibilidades de criar. É um local de TRANSFORMAÇÃO. E este local é comum para toda a gente, desde que estejam receptivas a se colocarem aí. Encontrando-se ‘aqui’, qualquer coisa é criativa, e qualquer coisa é criatividade, no sentido apenas de que emana da Criação.
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Técnicas para desenvolver um mapa mental
Publicado: Fevereiro 2, 2012 Filed under: criatividade, mapa mental | Tags: criatividade, mapa mental, mind map, tony buzan 2 Comments »Algumas pessoas têm vindo a perguntar-me indicações sobre mapas mentais. Por isso, decidi fazer este vídeo para exemplificar. Deixem depois um comentário com as vossas opiniões!
Untitled from Luís Inácio on Vimeo.
Como falei no vídeo, aqui estão algumas ligações de software para mapas mentais:
FreeMind (livre e opensource)
Mindjet
iMindMap (desenvolvido diretamente com Tony Buzan, o criador de mapas mentais)
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Sound Bytes #1: ACORDEM, NÃO HÁ FELICIDADE!
Publicado: Janeiro 28, 2012 Filed under: Desígnio 2.0, Felicidade, Sound Bytes | Tags: Desígnio 2.0, Sound Bytes, Felicidade Deixe um comentário »
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A Pergunta Última: Do Enraizamento Cósmico à Emergência Humana
Publicado: Janeiro 27, 2012 Filed under: Antropologia Filosófica, Educação, Filosofia, Teoria | Tags: Antropologia Filosófica, Educação, Filosofia, Teoria Deixe um comentário »Nós andamos desde o início da nossa história humana a tentar perceber quem somos. Deixo aqui mais um ensaio para, não para ajudar a perceber quem somos, mas para complicar essa procura. Para quem desejar ler A Pergunta Última: Do Enraizamento Cósmico à Emergência Humana, elaborado durante a minha formação em Filosofia, sobre a tutelagem do Prof. Anselmo Borges.
Quando articulamos a pergunta “Quem é o Homem? / O Que é o Homem?”, objecto da disciplina de Antropologia Filosófica, fazemo-la com o intuito de lhe dar uma resposta, porém, esta tarefa não se torna assim tão simples, e na verdade, a sua resposta, torna-se num labor de proporções quase épicas, isto porque a Antropologia Filosófica é uma tarefa sem fim.
Isto é bem explícito através do pequeno conto The Last Question (A Última Pergunta), de Issac Asimov, escritor de ficção científica do séc. XX. Asimov, escreve o primeiro parágrafo deste conto, de uma maneira algo profética: “A última pergunta foi feita pela primeira vez, em tom de brincadeira, no dia 21 de Maio de 2061, na altura em que a humanidade começou a dar os primeiros passos em direcção à luz.”. Se quisermos interpretar este primeiro parágrafo à luza da disciplina da Antropologia, poderíamos reflectir que a partir do momento em que o ser humano faz a pergunta, este fica equipado para uma viagem cujo caminho é de iluminação do seu ser, o de um olhar em reflexo para se compreender. Mas, para perceber melhor em que é que este conto nos pode ajudar a reflectir as noções correspondentes ao título deste ensaio, teremos de explicitar o conto de Asimov e perceber em que se baseia esta “última pergunta”.
Deixem um comentário sobre o que acharam do ensaio. Obrigado.
ALL HAIL OPTIMUS POPULARIS KEYBOARD!!
Publicado: Janeiro 25, 2012 Filed under: Design, Tecnologia, Uncategorized | Tags: Design, Tecnologia Deixe um comentário »Novo teclado do estúdio de design artlebedy, em que as teclas são displays personalizáveis.
via artlebedev.
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iBooks 2
Publicado: Janeiro 23, 2012 Filed under: Design, Design de Informação, iBooks 2, Informação, Ipad 2, Tecnologia | Tags: Design, Design de Informação, iBooks 2, Informação, Ipad 2, Tecnologia Deixe um comentário »Aqui está um movimento há muito esperado pela Apple: a entrada em força no mercado editorial digital. Desta feita, nos livros escolares.
Os designers, e não só, devem estar já a trabalhar nesta dimensão. Se não estão, deviam!
O design, nomeadamente o design gráfico, de comunicação e multimédia, está diretamente relacionado com a industria da publicação! Estas disciplinas devem, o mais cedo possível, entrar nesta onda! Devem aliar-se a editoras, a produtores de conteúdos, a qualquer pessoa, ou entidade, que queira vincular a sua própria mensagem de uma nova maneira. Trabalhar conjuntamente, e com estas novas ferramentas, direcionar a visão para o comércio da informação. Por isso mãos à obra!
P.S.: Vejam com mais atenção as soluções que a Apple apresenta aqui.
P.S.: Vejam aqui como se comporta um livro digital no Ipad.
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Desculpem, mas a Felicidade não existe!
Publicado: Janeiro 20, 2012 Filed under: Uncategorized Deixe um comentário »Com todas as problemáticas relacionadas com várias pressões atuais, nomeadamente de soluções, de perspetivas, e concretizações (pessoais ou materiais), moldadas com o tema da Crise, as pessoas vagueiam pela vida com uma sensação de viscosidade. Esta viscosidade reflete-se na sensação de que, seja para que lado uma pessoa se vire, tudo (frustrações, desejos e esperanças) vêm coladas connosco. Isto é compensado com a pressão social da procura da Felicidade que irá compensar as frustrações, desejos e esperanças que não conseguimos encetar.
Uma das maneiras de procurar a Felicidade é encontrar, e neste clima económico ainda mais, a profissão/emprego que a produza. Aliás, para muitos ter um emprego é já ter grande avanço no percurso em busca da Felicidade. Mas para quem estiver indeciso numa escolha, uma universidade americana organizou um estudo sobre que profissões apresentam uma ‘maior satisfação no emprego’ e quais profissões que promovem a ‘felicidade em geral’ (o quer que estas duas designações signifiquem).
Não me interessa as profissões em si, mas vale apenas verificar quais as características que elas subsumem: ajuda aos outros, especialização técnica ou científica, e criatividade.
Contudo, um dos problemas é saber se essas características são em conjunto ou separadas. E mais importante: se nos focássemos apenas nessas características, fosse num emprego ou em qualquer situação a pessoa se encontre, que tipo de experiência essa pessoa poderia produzir?
Deixo a pergunta no ar. Mas uma coisa garanto-vos, não seria a Felicidade, pois ela não existe!
P.S.: Podíamos mostrar este estudo às crianças para elas poderem decidir, com antecedência, qual a profissão que pretendem escolher e que lhes traga mais felicidade.
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